Paris, 11:47am.Há aproximadamente 11 horas atrás eu estava no corre-corre pra registrar o computador no Galeão e (re)descobrir que as regras mudaram na Receita Federal. Não é mais preciso registrar aparelhos eletrônicos de uso pessoal… Tinha lido isso no Twitter e esqueci.
Tudo correndo muito bem sentadinha na poltrona do avião da Air France até mandar o terceiro "je ne parle pas français" com o comissário de bordo e ser abordada pelo "colega" de vôo (Francês), falando Português, com sotaque arrastado:
Ele: "Você vai pra França?"
Eu: Sim :)
Ele: Então vai ter que aprender Francês, ninguém lá fala Inglês.
Eu: Mas eu falo Português, Espanhol e Inglês. Não é a primeira vez que venho à França, eu começo com meu Francês 'macarrônico' e continuo no que for mais conveniente - falei apontando para o livrinho que minha irmã caçula emprestou :/ Eu vou sobreviver… - continuei meio desapontada, embora saiba que um sorriso valha mais do que um francês fluente.
Ele: É só dizer que é brasileira que melhora a sua situação.
Disso eu já sabia, moço… Os franceses adoram os brasileiros. O mundo inteiro, modéstia a parte, adora os brasileiros… Mas a esta altura eu já estava com aquele embrulho típico de quem vai ter que fazer muito biquinho pra ser feliz… A vingança não programada veio em forma de desastre. Ao passar o camembert no pão dormido parte da iguaria foi parar na testa do rapaz...
Pelo menos o Antonio - esse é o nome do porta-voz do umbral cultural - sorriu pra mim, limpando a cabeça freneticamente. Resolvi abrir o computador para mergulhar nas palavras escritas, já que as ditas não seriam bem ditas.
E pra completar constatei que não trouxe o carregador da câmera… Mas até aqui, veuillez patienter! Paris, est arrivé!
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